Base do Primavera participa de ciclo de palestras sobre liderança

Times do sub-12 e equipe feminina levaram cerca de 100 pessoas ao maior summit do mundo

Por Mariana Corrér

O Esporte Clube Primavera levou atletas de suas equipes sub-12 e de sua equipe feminina para o The Global Leadership Summit, o maior encontro de capacitação de liderança do mundo.

O summit é um ciclo de palestras que mobiliza pessoas do mundo inteiro e, em Indaiatuba, focou em sua versão “pocket”, para jovens. A parceria do Primavera com a Envisionar, empresa responsável pelo evento, levou cerca de 100 pessoas ao Centro de Convenções Aydil Pinesi Bonachella, na noite de quinta-feira (21), entre atletas, comissão e pais dos jovens, que também puderam participar.

O evento foi ao encontro dos planos do clube para seus times, que tem oferecido várias atividades extracampo para formação dos atletas, não só como jogadores mas principalmente como cidadãos. “É um trabalho social, pois sabemos que a maioria não vai continuar como jogador, seguir carreira no futebol, então eles levam isso para a vida, para crescimento deles como pessoa”, comenta Carolina Machado, gestora do Primavera.

O summit começou há 25 anos e acontece anualmente, impactando milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, acontece por videoconferência simultaneamente em 70 cidades. Há cerca de quatro anos, foi criada uma versão do evento para jovens, chamada de “pocket”, por ser reduzida. E foi essa versão que foi trazida para a cidade.

O pessoal de 10 a 12 anos foi escolhido por ser uma idade ideal para trabalhar liderança, mas entre as meninas, foi aberto todo o time, então havia atletas de diferentes idades. “A intenção na diretoria do clube é de formar nossos atletas e ir os desenvolvendo desde pequenos, por isso também o trabalho com os menores”, lembra Carol.

O diretor da Envisionar, Josué Campanhã, explica que o summit é composto por pequenas palestras, mais curtas, mas com conteúdos complexos. “Trouxemos temas relacionados ao esporte, com propostas de desafios para eles participarem”, conta. “E foi muito positivo, eles fizeram anotações, comentaram entre si, fizeram discussões sobre os temas em pequenos grupos e levaram isso para fora do evento”, acrescenta. “Os pais deram feedback positivo, falando que eles saíram comentando, já aplicando isso para o dia a dia”, completa. “E no clube também, já podem colocar em prática nos treinos, sendo cobrados pela comissão”, lembra a gestora do Primavera.

Para completar a ideia da aplicação dos aprendizados, Campanhã revela que eventos de palestras, normalmente, têm um índice de 5% de aplicação na rotina, enquanto os summits, neste formato, têm um impacto de 46%. “E se acompanhado posteriormente, com mentoria e continuidade dos aprendizados, esse número sobe para 80%”, afirma.
Para Carol, esse índice deve ser ainda mais positivo com seus atletas. “É algo que os ajuda a crescer muito como atletas e como pessoas mesmo”, observa.

 

AS PALESTRAS

Para o summit de Indaiatuba, foram escolhidas três palestras relacionadas com temas de perseverança e trajetória. Foi apresentada, então, uma palestra de TD Jakes, um autor, cineasta e pastor americano, com extenso trabalho social pelo mundo, sobre visão de futuro e como é importante entender que não importa onde você está agora se você sabe onde quer chegar.

A segunda apresentação foi de Angela Duckworth, uma professora de Harvard que falou sobre garra. Ela enfatiza que os resultados não são fruto de sorte, mas sim do trabalho que cada um desenvolve e do como se dedica a ele.

Por fim, a última palestra foi do norueguês Rasmus Ankersen, que foca nos resultados. Ele percebeu um padrão entre vencedores de corridas de 100m e de longa distância, vendo que os atletas campeões da primeira modalidade vinham de um local específico da Jamaica e os da segunda vinham de uma mesma região da África. “Então ele fez uma pesquisa global para pesquisar os fatos e, com um apostador de esportes, constataram que as tabelas de competições mostram um caminho de fundamentos, explicando que há uma briga entre confronto e perseverança”, revela Campanhã. “Isso desperta essa ideia nos jovens, de como é importante eles focarem em sua trajetória, desperta uma visão de vida diferente”, conclui o diretor.