Centro de Contingência da Covid-19 sinaliza para novas restrições extraordinárias no Estado

Medidas deverão ser anunciadas na quarta-feira, para começar a valer na sexta

Por Patrícia Lisboa

O coordenador executivo do Centro de Contingência da Covid-19, João Gabbardo, em entrevista coletiva do Governo do Estado, nesta segunda-feira (22/2), sinalizou que medidas restritivas extraordinárias – além das que já estão estabelecidas no Plano São Paulo – deverão ser adotadas para conter o avanço da doença, no Estado, ainda a partir desta semana.

As medidas deverão ser anunciadas na quarta-feira (24/2). Segundo Gabbardo, as novas restrições deverão começar a valer na sexta-feira, quando completará um ano da confirmação do primeiro caso de covid-19, no Estado de São Paulo.

Segundo o coordenador executivo, o Centro de Contingência elencou as recomendações extraordinárias e apresnetou ao governador João Doria (PSDB), hoje.

“O Governo está fazendo a análise dessas recomendações, preparando os atos do ponto de vista jurídico e essas medidas extraordinárias serão anunciadas na quarta-feira para já estarem em vigor na sexta-feira”, disse Gabbardo.

“São recomendações que, obviamente, vão tratar de redução da mobilidade, de redução da movimentação das pessoas, que é o que a gente pode fazer nesse momento, para reduzir a taxa de transmissibilidade. Independentemente de ser variante ou não, a forma de a gente reduzir a transmissibilidade desse vírus é a mesma: diminuir a possibilidade de contato entre as pessoas. Então, é nesse sentido que, na quarta-feira, serão anunciadas algumas medidas adicionais ao Plano São Paulo”, adiantou o coordenador executivo.

Segundo ele, há preocupação com as regiões com números crescentes de casos e de internações. “Nos chama muito a atenção que o número de pacientes internados tem se mantido alto, bem mais alto do que tínhamos no início da pandemia e, hoje, chegamos a 6.410 pacientes internados. A nossa média máxima tinha sido 6.250”, revelou o coordenador executivo.

“Isso pode significar que, mesmo que não tenha ocorrido um aumento tão significativo de novos casos na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), a permanência desses pacientes na UTI tem sido maior. Por isso, nós temos um número de pacientes internados bem acima da expectativa e isso também pode significar gravidade dos casos, que os pacientes estão internando numa condição mais grave, o que exige um tempo maior de utilização dos equipamentos de UTI. Essa é a grande preocupação”, explicou Gabbardo.

INDAIATUBA

Desde o início da pandemia, 14.652 pessoas contraíram a covid-19, em Indaiatuba, sendo que 347 morreram e 14.262 são consideradas curadas ou estão em recuperação domiciliar. Há 1.443 casos suspeitos. 

Hoje, há 66 pessoas com sintomas de síndromes respiratórias internadas nas alas para covid-19, no sistema de saúde de Indaiatuba, sendo que 43 já têm exame positivo para a covid-19. Do total, 30 estão em leitos clínicos e 36 estão em leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

A taxa de ocupação dos leitos de UTI é de 100% no Hospital Santa Ignês, da rede privada; de 100% nos alugados para o SUS, no Hospital Samaritano, e de 92% no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc).

Nas enfermarias, a taxa de ocupação é de 60% no Hospital Santa Ignês e de 44% no Haoc. Não há leitos alugados em enfermarias.