Confira os últimos bastidores da política de Indaiatuba!

Entrelinhas

“Via de mão única”

O não atendimento pelo Bloco da Oposição ao apelo para a aprovação, em primeiro turno, do projeto de lei que inclui a construção da nova rodoviária no planejamento orçamentário deste ano da Prefeitura de Indaiatuba, para que a obra não fique inacabada, deixou o líder do governo, o vereador Luiz Alberto Pereira, o Cebolinha (PMDB), visivelmente irritado, na sessão ordinária da Câmara, na última segunda-feira (22/5). Isso porque – mesmo com pedido de vistas aos requerimentos – ele tem feito a ponte entre os três vereadores da Oposição – Alexandre Peres (SD), Arthur Spíndola (PV) e Ricardo França (PRP) – e o Executivo, no que diz respeito ao esclarecimento de dúvidas sobre projetos, por exemplo, e, nesta ocasião, não teve reciprocidade, digamos assim.

Mas, a primeira votação, na verdade, só faz parte do trâmite burocrático das proposituras no Legislativo Municipal e apenas o resultado da votação de segundo turno é decisivo.

Porém, voto contra, em algumas situações, gera incômodo (ao autor e apoiadores) pela suposta suspeição quanto ao tema analisado. No caso, ao que parece (digo parece), a Oposição não quis, na dúvida, perder o crédito pelo apontamento de um eventual ‘equívoco’ do Executivo em relação ao valor do aditamento da obra, já que outro projeto que tratava do mesmo assunto acabou sendo retirado da pauta da Câmara pelo próprio autor.

Aguardemos o desfecho do caso.

A Faici e as farpas

O presidente da Câmara de Indaiatuba, Hélio Ribeiro (PSB), conseguiu aprovar, em definitivo, por 10 votos a 2, na sessão de segunda-feira (22/5), o projeto de lei que insere no calendário oficial do município a Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Indaiatuba (Faici), embora o evento, hoje, não seja mais realizado pela Prefeitura e sim por empresa da iniciativa privada e já perdeu as características de quando foi criado, na década de 90, pelo então prefeito Clain Ferrari.

Hoje, a festa é, basicamente, de shows sertanejos e rodeios. Não há mais expositores da agropecuária, da indústria e do comércio da cidade. E, exatamente por ainda promover rodeios, recebeu o voto contrário do vereador Arthur Spíndola (PV), que foi acompanhado pelo colega no Bloco da Oposição, Ricardo França (PRP).

Arthur argumentou que o seu partido, o PV, é contrário à realização de rodeios, em defesa dos animais.

O revide veio do vereador Jorge Luís Lepinsk, o Pepo (PMDB), que argumentou que os rodeios promovidos na Faici são profissionais e não oferecem maus tratos aos animais.

Pepo ainda retrucou Arthur e França: “Na campanha eleitoral do ano passado, o candidato a prefeito de vocês (derrotado nas urnas) e vocês mesmos bem que foram à Faici para pedir votos e aparecer na foto. A partir de agora, espero que vocês não voltem à festa para pedir votos novamente”.

Não houve resposta para o comentário do vereador Pepo.

Concursados x comissionados

Os 12 vereadores de Indaiatuba aprovaram, em primeira votação, na segunda-feira (22/5), o projeto de lei, de autoria do Executivo, que define o percentual mínimo de 20% dos cargos em comissão (indicados pelo prefeito) a serem ocupados por profissionais de carreira (contratados por meio de concurso público) pela Prefeitura, autarquias e fundações municipais. A fixação do percentual atende determinação do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), em acordão.

Apesar de ter votado favoravelmente ao projeto, já que tem a determinação do TJ-SP, o vereador Edvaldo Bertipaglia (PSB) observou que a contratação de pessoal sem concurso público possibilita maior flexibilidade ao poder público, por exemplo, diante de uma crise econômica por queda na arrecadação em que tenha de demitir para enxugar a folha de pagamento sem tantos passivos trabalhistas, tendo em vista que os funcionários concursados, por outro lado, têm estabilidade no cargo (após o período de estágio probatório).

O vereador Alexandre Peres (SD), líder do Bloco da Oposição, por sua vez, defendeu a redução dos comissionados e a valorização dos funcionários concursados. Inclusive, na ocasião da votação do dissídio do funcionalismo, ele defendeu melhores salários para a categoria.

Talvez, o maior problema das Administrações Públicas, inclusive nas esferas estadual e federal, nem seja a diferença no percentual de comissionados e concursados, mas os salários mesmo. Muitos são bem baixos, mas, quantos recebem salário de prefeito?

Em Indaiatuba, o próprio líder da Oposição, Alexandre Peres, que é engenheiro concursado pelo Saae e recebe remuneração pela autarquia e proporcionalmente pela Câmara, como ele mesmo confirmou ao Blog da Pimenta em entrevista, é um deles, por exemplo. Mas, segundo o vereador, de forma legal em razão de promoções a cargos de chefia ao longo da carreira.

Esse é mais um Entrelinhas!!!!