Hacker Rangers oferece plataforma de gamificação e jogo de tabuleiro para disseminar cibersegurança

Com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados, as empresas são obrigadas a garantir a segurança das informações

Mais do que nunca, vivemos a Era da Informação e a necessidade da proteção de dados é prioridade para as empresas em todo mundo. No Brasil, a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), no dia 18 de setembro, obriga as empresas a garantir a segurança de dados, como as informações dos clientes. Mas, muito além de sistemas sofisticados, é preciso criar a cultura da cibersegurança para evitar cibercrimes. A startup Perallis, em Campinas, encontrou uma maneira eficiente e prática, por meio de gamificação, para ensinar as pessoas a prevenirem ataques, vazamento de informações e sequestro de dados.

A startup oferece soluções customizadas na plataforma on-line Hacker Rangers e lançou, neste ano, um jogo de tabuleiro. De forma dinâmica, prática e com muitos desafios, os jogadores aprendem sobre cuidados essenciais para evitar que os dados da empresa, e mesmo pessoais, sejam atacados por cibercriminosos.

Como um jogo, há etapas a serem cumpridas, pontuações, super heróis e heroínas e premiação para quem cria a cultura da cibersegurança no trabalho e no dia a dia.

“A LGPD traz grandes desafios para as empresas, que vão muito além de sistemas de segurança. Para ter eficiência na política de cibersegurança de uma empresa, é preciso criar uma cultura de proteção que envolva todos os colaboradores. Todos devem estar engajados em evitar brechas para ataques cibernéticos. Uma única pessoa que abra um email com vírus compromete todo sistema de segurança. Nós disseminamos essa cultura de forma didática, divertida, prática e eficiente por meio de gamificação”, diz o diretor da empresa, Vinicius Perallis..

De forma inédita no mundo, a startup criou há dois anos a plataforma on-line Hacker Rangers que hoje conta com mais de 60 clientes ativos, entre eles empresas com operações mundiais, corporações do sistema financeiro e grandes redes varejistas. “As empresas utilizam a plataforma para criar a cultura da cibersegurança nos colaboradores. Há, hoje, milhares de pessoas usando a Hacker Rangers para aprender sobre cibersegurança”, comenta Perallis.

TABULEIRO

Mais uma vez, a empresa inovou e lançou o primeiro jogo de tabuleiro do mundo com a temática focada em cibersegurança. O objetivo é permitir que as pessoas joguem em grupo e aprendam sobre temas como cibercrimes, fake news, phishing. O tabuleiro foi desenvolvido pela startup que criou desde o design até as peças que são elaboradas em uma impressora 3D.

“Nosso objetivo com o lançamento do tabuleiro é ampliar ainda mais a capacidade dos nossos clientes em disseminar a cibercultura junto aos funcionários. Nem todos os funcionários das empresas utilizam computador e celular com tempo para acessar a nossa plataforma on-line. Então, desenvolvemos o jogo de tabuleiro que é muito divertido e jogado em grupo. O tabuleiro é mais uma opção que oferecemos aos nossos clientes que têm a assinatura da nossa plataforma digital”, explica o diretor.

FACILIDADES

O coordenador de Cibersegurança da Bemol, Alex Lima Feleol, afirma que a gamificação torna os temas tão complexos da cibersegurança mais atraentes. “A gamificação tornou os temas de cibersegurança mais atraentes, tornando o interesse de todos muito maior a assuntos que seriam considerados desinteressantes, se fossem passados em um treinamento comum. Outra vantagem é a competição saudável que faz com que os usuários participem mais e chamem seus colegas de trabalho para participar”, conta.

A Bemol é uma das maiores redes varejista da Amazônia Ocidental. “Várias soluções de mercado foram avaliadas e acreditamos que a gamificação foi o diferencial para duas plataformas que avaliamos. A Hacker Rangers acabou sendo escolhida por personificar melhor o conceito de gamificação e competição saudável entre os colaboradores”, afirma.

MERCADO

A entrada em vigor da LPGD vai impulsionar ainda mais o mercado de cibersegurança. O cenário seria ainda melhor se a pandemia do novo coronavírus não tivesse puxado o freio do crescimento econômico previsto para este ano. Contudo, o comando da Perallis está bem otimista com os números da empresa em 2020. “No começo do ano passado, tínhamos oito assinantes da plataforma. Hoje, estamos com 60 empresas que usam a Hacker Rangers. Devemos fechar o ano com 80. E projetamos chegar a 200 clientes em 2021”, prevê Vinicius Perallis.

Os cibercrimes causam prejuízos de mais de US$ 600 bilhões por ano no mundo. Na pesquisa “Global State of Information Security 2018”, a PricewaterhouseCoopers aponta que as principais fontes de incidentes de segurança, que facilitam a ocorrência de crimes cibernéticos, como roubo de dados ou destruição de informações, são os funcionários das empresas.