Mananciais de Indaiatuba sofrem com a falta de chuvas volumosas

Evento climático extremo também afeta cidades da região

Por Patrícia Lisboa

Sete mananciais são as fontes de água para o abastecimento dos moradores de Indaiatuba: Rio Capivari Mirim, Córrego do Barrinha, Ribeirão Piraí, Rio Jundiaí, Represa do Cupini, Represa do Morungaba e Córrego do Barnabé. Todos eles já sofrem com a falta de chuvas volumosas.

De janeiro a setembro deste ano, o volume de chuva que atingiu Indaiatuba foi 782,80 milímetros – uma diferença de 26% a menos que a chuva do mesmo período do ano passado.

Abril, julho e setembro foram os meses que tiveram os períodos de estiagem mais prolongados.

Em abril deste ano choveu apenas 0,10 milímetro, enquanto em abril do ano passado foram 155,70 milímetros.

Em julho, foram 7,30 milímetros contra os 136,20 milímetros de 2019.

Em setembro, choveu 9,80 milímetros contra os 56,80 milímetros do mesmo período do ano passado.

Os dados são do pluviômetro instalado no bairro Pimenta.

O consórcio PCJ dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí alerta para a ocorrência do La Niña, um evento climático extremo que provoca a diminuição das chuvas no Sul e no Sudeste do Brasil. Em toda a região, as chuvas estão abaixo das médias históricas e a primavera também está mais quente.

Moradores de cidades próximas de Indaiatuba, como de Salto e de Itu, também sentem a falta de chuvas este ano. (Confira no vídeo abaixo)

Sem chuva, os níveis dos mananciais ficam mais baixos a cada dia.

O calor também castiga os rios.

O Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) monitora os pontos de captação de água de Indaiatuba 24 horas.

“Graças ao sistema bem estruturado que temos em Indaiatuba e todo o trabalho que a equipe do Saae vem fazendo, mesmo com essas condições do tempo, o abastecimento de água está garantido na cidade”, afirma o superintendente do Saae, Sandro Coral.

 

Na barragem do Rio Capivari Mirim, em Indaiatuba, a imagem é desoladora (fotos). A falta de chuvas reduziu o volume de água em 34% da capacidade, até agora.

Mesmo com o nível baixo, o superintendente do Saae afirma que a barragem do Capivari Mirim auxilia no abastecimento. “A barragem está sendo de extrema importância. Apesar de estar com seu nível baixo, vem cumprindo sua função de armazenar água e permitir a captação dela mesmo nesse período crítico”, explica Sandro Coral.

Mas, nesta condição, uma chuvinha leve – como de ontem (15/10), de 4,6 milímetros – quase nem é sentida. A recuperação do volume normal de água é lenta.

É preciso que a chuva caia com abundância. Mas, aquelas chuvas boas para os rios, bem volumosas, são esperadas somente no final da primavera, em novembro, e no verão, entre 21 de dezembro deste ano e 20 de março do ano que vem.

Sem chuva e com o calor extremo, evitar o desperdício é a melhor forma de garantir que a água chegue nas torneiras.

DICAS PARA ECONOMIZAR ÁGUA

- Não lave a calçada, use a vassoura. Utilizar a mangueira por 15 minutos consome 280 litros de água. Quatro dias lavando você gasta mais de uma caixa d’água de 1.000 litros;

- Feche a torneira enquanto escova os dentes. A economia é de até 97 litros de água;

- Não tome banhos demorados. Uma ducha de 15 minutos gasta, em média, 135 litros de água. Cerca de 5 minutos são suficientes para higienizar todo o corpo e você ainda pode armazenar a água do banho para usar na descarga, por exemplo.

- Faça a manutenção periódica dos equipamentos hidráulico no imóvel. Essas gotinhas podem custar muito caro. Uma torneira pingando pode desperdiçar até 1.500 litros de água por mês.

- Limpe a louça antes de lavá-la. Essa é uma dica e tanto para evitar o desperdício. Tire o excesso de resíduos a seco e só depois jogue água. E não se esqueça de desligar a torneira enquanto estiver ensaboando.

- Acumule as roupas para lavar. Assim, você enche totalmente a máquina e usa água uma vez só. E reutilize a água da máquina de lavar. Essa água não é própria para o consumo, mas pode servir para lavar o quintal e dar descarga. Essa ação ajuda o planeta e alivia o seu bolso na hora de pagar as contas.

Confira a reportagem especial, no vídeo abaixo.