Na Semana do Meio Ambiente, entrega simbólica de obras é feita em live

Museu do Mirim, ampliações das estações de tratamento de esgoto e de água e a Estação de Água de Reuso já estão funcionando

O prefeito de Indaiatuba, Nilson Gaspar (MDB), comemorou a Semana do Meio Ambiente com uma live transmitida nas redes sociais da Prefeitura, na manhã desta quarta-feira (2/6). A transmissão marcou a entrega simbólica de obras em parceria com o Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae), como as ampliações da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE), da Estação de Produção de Água de Reuso (Epar) e da Estação de Tratamento de Água do Pimenta (ETA III), e também o início das atividades do Museu do Mirim.

Na segunda-feira (31/5), a equipe da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente abriu a Semana com o plantio de 70 mudas de espécies nativas no entorno do córrego Buruzinho, no Parque do Buru.

Durante a transmissão, o prefeito ressaltou que, em Indaiatuba, o meio ambiente é levado muito a sério com projetos que refletem em qualidade de vida. “Hoje vamos entregar, simbolicamente, obras que já estão em funcionamento, porque com a gente é assim, não esperamos inaugurar, colocamos pra funcionar, porque o mais importante é o cuidado com o município e com as pessoas que vivem aqui. As pessoas são nosso maior bem”, argumentou.

Com a ampliação da Estação de Tratamento de Esgotos “Mario Araldo Candello” concluída recentemente, Indaiatuba passou a tratar 100% do esgoto coletado no município, e devolve ao rio Jundiaí uma água com 99% de eficiência na remoção de carga, colaborando com a despoluição do rio. A ETE inaugurada em 2010 tinha capacidade para tratar 75% do esgoto coletado. “No Brasil, apenas 49% dos esgotos são tratados, o que coloca Indaiatuba em uma posição de destaque no cenário nacional”, acrescentou o prefeito.

Nas dependência da ETE funciona uma Estação de Produção de Água de Reuso (Epar), que também foi ampliada. Além da vantagem da indústria poder utilizar essa água nos processos de produção a um preço bem mais baixo que a água potável, essa prática também ajuda o meio ambiente porque reduz a captação nos mananciais. Inicialmente, a distribuição será feita por caminhão pipa, mas o projeto do Saae é construir um reservatório maior com um sistema de distribuição por adutoras até a porta das empresas.

Outra obra importante e que já está beneficiando a população é a ampliação da Estação de Tratamento de Água do Bairro Pimenta (ETA III), que aumentou a capacidade de tratamento em 50%, passando de 300 para 450 litros por segundo. Essa Estação trata água para praticamente 60% da população, abastecendo toda zona sul da cidade.

MUSEU DO MIRIM

O Museu do Mirim conta a história da barragem do Rio Capivari-Mirim, no Parque do Mirim (Foto: Arquivo/RIC/PMI)

Também na lista de inaugurações simbólicas desta quarta-feira está o Museu do Mirim, um espaço especialmente montado no Parque do Mirim, próximo à praça do monumento da Gota, para contar a história dos 50 anos do sistema de saneamento de Indaiatuba e da importância da construção da barragem do rio Capivari-Mirim para o desenvolvimento da cidade. Tudo por meio de totens, vídeos e de expografia. Lembrando que a cidade também conta com o Museu da Água, localizado na Represa do Cupini, a primeira captação de água do município, que abastece a cidade desde 1937.

Gaspar também falou do projeto do Parque Ecológico do Buru, que está em andamento na região do Parque Campo Bonito, e lembrou de projetos voltados ao meio ambiente que o município já desenvolve há alguns anos, como a recuperação e conservação de mais de 64 nascentes e o reflorestamento de várias áreas verdes, totalizando 1,2 milhão de metros quadrados de área recuperada nos últimos anos, o que contribui para o aumento do volume e qualidade da água dos mananciais.

Outros exemplos também foram lembrados, como o Click Árvore e o Biodiesel. Desde 2015, mais de 27 mil árvores foram plantadas no município por meio do Click Árvore, que doa mudas e planta árvore gratuitamente na calçada a pedido dos moradores, sem nenhum custo. Já a Usina de Biodiesel que funciona na Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente produz anualmente 15 mil litros de biodiesel a partir de óleo de cozinha usado. “Esse óleo poderia estar poluindo rios e córregos, mas o transformamos em biocombustível, que usamos para abastecer parte da frota de caminhões e máquinas da Prefeitura e do Saae”, justificou.

Para concluir, Gaspar falou da necessidade do uso racional da água mesmo o município trabalhando com planejamento para gerenciar crises hídricas. “Este ano a estiagem está forte. De janeiro até início de junho de 2021 choveu 444,4 milímetros, 7% menos que o mesmo período de 2014, que foi uma de nossas piores estiagens, e 25% abaixo do ano passado. Precisamos usar a água com consciência, pois é um recurso muito precioso para todos nós”, concluiu.