O Entrelinhas de hoje é sobre nota de repúdio de vereadora, pauta da sessão da Câmara e a curiosidade sobre o vereador que só usa camisa laranja

Nova coluna do Blog da Pimenta!

Nota de repúdio

Durante a palavra livre da sessão ordinária da Câmara de Indaiatuba, na noite de ontem (3/4), a vereadora Silene Carvalini (PP) fez a leitura de uma nota de repúdio destinada a um eleitor (cujo nome não foi revelado por ela) que teria chamado a Câmara de “prostíbulo”, em manifestação, em rede social, contra a votação do projeto de lei que reajustava os salários dos agentes políticos. A vereadora falou em nome dela e das 34 funcionárias do Legislativo que se sentiram ofendidas com o termo usado. Silene frisou que respeita a liberdade de expressão, mas repudiou a ofensa.

Nas redes sociais, contudo, não faltaram “reações fortes” de muitas pessoas contra a aprovação unânime do reajuste salarial. No dia seguinte à votação, os parlamentares silenciaram-se. Na sequência, teve vereador que anunciou que doaria o seu reajuste (cerca de R$ 300) para entidade assistencial, o que também não pegou bem. Depois, foi divulgado um vídeo com uma espécie de “jogral” do trio da Oposição, que também foi indigesto para a opinião pública, pois pareceu mais um curativo minúsculo para uma ferida gigante, para dizer o mínimo.

Na quinta-feira passada (30/3), o veto foi anunciado e, ontem, aprovado. Com isso, o reajuste está cancelado.

Alguns vereadores usaram a palavra ontem (3/4) para pedir desculpas à população pelo “erro” de ter aprovado o reajuste, na semana passada. Admitiram que o momento, de crise econômica, não é propício para reajuste nos salários deles. A “percepção” ocorreu num intervalo de apenas três dias. Mas, para o contribuinte, faz tempo que o momento não é oportuno para tal medida e menos ainda pelo fato de os vereadores terem assumido suas cadeiras há apenas três meses, sendo o reajuste de 5,35% referente aos últimos 12 meses.

Ordem do dia

Na sessão ordinária de ontem (3/4), além do veto ao reajuste nos salários dos agentes políticos, os vereadores votaram (e aprovaram) cinco projetos de lei. Dois dão nomes para ruas (de autoria dos vereadores Célio Massao Kanesaki – DEM, e Alexandre Peres – SD). Os outros três inserem eventos no Calendário Oficial do Município, sendo eles, o Hellcats Car Fest, o Outubro Rosa e o Novembro Azul, de autoria dos vereadores Massao, o primeiro, e Silene Carvalini, os dois últimos.

Indaiatuba tem 12 vereadores e cada um tem três assessores.

O vereador que só veste camisa laranja

Quem acompanha a sessão da Câmara de Indaiatuba já deve ter notado que o vereador Ricardo França (PRP), que foi assessor do ex-vereador Bruno Ganem (PV), só veste camisa laranja, do mesmo modelo, sempre. Será marketing pessoal? Mas, laranja??? Afinal, a cor remete a um termo nada positivo na linguagem popular. Será, então, mania?

Após a sessão da última segunda-feira (3/4), esta editora conversou com o parlamentar para saber o motivo do uso contínuo da camisa laranja (o que não significa a mesma peça, mas apenas igual).

Ele contou que, antes do período de campanha eleitoral oficial, usava camisa de outras cores (como azul marinho), do mesmo modelo, com o seu logotipo (nome e megafone). Na campanha, disse que teve de retirar o logo e, então, comprou camisas novas.

“A loja tinha quatro camisas iguais, na cor laranja, e eram as mais baratas (22 reais cada, se não me engano). Então, comprei e passei a usar sempre. Sou uma pessoa muito metódica, acordo sempre no mesmo horário... a camisa laranja é como um uniforme e serve como uma identificação, uma marca, mas não foi planejado, aconteceu”, explicou Ricardo França.

Então, tá, vereador da camisa laranja!