Pepo quer tornar o prédio da Câmara acessível para pessoas com necessidades especiais

Novo presidente também afirma que vai zelar pelo bom entendimento entre o Legislativo e o Executivo

Por Patrícia Lisboa

Uma das metas do novo presidente da Câmara de Indaiatuba, o vereador Jorge Luís Lepinsk, o Pepo (MDB), no setor administrativo, é tornar o prédio do Legislativo acessível para pessoas com necessidades especiais. Em entrevista exclusiva ao Blog da Pimenta, nesta terça-feira (5/1), ele também falou sobre o quadro de funcionários, sobre o relacionamento com o Executivo e com os colegas do Legislativo e deu três “palpites” para a nova liderança de governo na Casa.

Hoje, há degraus que dificultam o acesso de uma pessoa cadeirante, por exemplo, pela entrada principal da Câmara, na Rua Humaitá, nº 1167. Para chegar ao plenário da Casa, a pessoa teria de usar apenas o acesso pela Rua Ademar de Barros. E, no plenário, não há lugares exclusivos para cadeirantes. Esses são alguns dos problemas de acessibilidade do prédio apontados por Pepo.

No plenário, não há lugares exclusivos para cadeirantes (Foto: Arquivo/Patrícia Lisboa/Blog da Pimenta/Direitos Reservados)

Segundo ele, as mudanças físicas que terão de ser feitas para adequar os espaços serão definidas por um estudo que futuramente será contratado pela Câmara. Somente após esse estudo, será possível ter uma estimativa de custo das adaptações do prédio.

O novo presidente não elencou mais ações na área administrativa. Em relação ao quadro de funcionários, Pepo afirma que não há necessidade de mudanças, já que o último concurso público da Câmara, de 2017, acaba de ser 100% implementado.

No setor político, Pepo defende um bom entendimento entre o Legislativo e o Executivo e diálogo entre os pares.

Dois pontos de crítica do novo presidente são o “excesso de leis” que não teriam aplicabilidade e de apresentação de requerimentos para solicitar informações à Administração Municipal.

Pepo argumenta que, antes de criar novas leis, é preciso que o vereador dialogue mais com o Executivo sobre a viabilidade dela ser aplicada e fiscalizada. Para ele, isso evita que as leis acabem só no papel. “O Brasil é campeão em leis que não servem para nada, leis ‘buzina de avião’. Precisamos acabar com isso”, disse.

Sobre o uso de requerimento, Pepo defende que seja feito de forma criteriosa para que o instrumento não seja "banalizado". “Em muitos casos, é possível solicitar a informação junto à Prefeitura por meio de um ofício ou até com uma ligação. Requerimento só em último caso”, argumentou.

Nesse relacionamento entre Legislativo e Executivo, quem exerce importante papel é o líder do governo, que será definido pelo prefeito Nilson Gaspar (MDB).

Pepo deu três palpites de nomes para assumir o posto, sendo dos vereadores Luiz Carlos Chiaparine (MDB) e Luiz Carlos da Silva, o Prof. Luiz Carlos (MDB), e do suplente de vereador Arthur Spíndola (PP), que deverá ocupar a cadeira do vereador Adalto Missias de Oliveira, o Adalto do Restaurante (PP), que deixará a Câmara, novamente, para trabalhar na Prefeitura.

Por fim, o presidente da Câmara disse que – após a validade do decreto que suspende os atendimentos presenciais, por causa da pandemia de covid-19 – realizará audiências públicas, às segundas-feiras, para atender a população e ouvir as suas demandas.

Pepo, que está no segundo mandato de vereador, foi eleito presidente da Câmara em eleição realizada entre os parlamentares, por 9 votos a 3, logo após a cerimônia de posse dos eleitos, em sessão extraordinária, no dia 1º deste mês. O mandato de presidente é de dois anos.