Placas do Mercosul não vão interferir na identificação de veículos de Indaiatuba para isenção do pedágio

Novo modelo de placas não informa o município de registro do veículo e começa a ser obrigatório a partir de sexta-feira, para novos emplacamentos

Por Patrícia Lisboa

A partir desta sexta-feira (31/1), começa a valer a obrigatoriedade do uso da placa do Mercosul em todos os estados do país. Ao contrário da atual, a nova placa não mostra o município de registro do veículo. Mas, apesar disso, o novo modelo não vai interferir na identificação dos veículos de Indaiatuba para a isenção da tarifa do pedágio, nas praças de bloqueio, nos bairros Helvetia e Jardim Brasil, segundo a concessionária AB Colinas, que administra a Rodovia Santos Dumont (SP-75), onde fica a praça de pedágio principal.

Questionada pelo Blog da Pimenta, a assessoria de imprensa da AB Colinas explicou que a lista dos veículos emplacados em Indaiatuba, portanto, com direito à isenção da tarifa, é informada à concessionária pelo Departamento Municipal de Trânsito (Demutran). As placas são cadastradas no sistema da concessionária e, no momento em que o veículo passa pelas praças de bloqueio, é feita a leitura automática (e não manual) e a passagem é liberada. Assim, a falta do nome do município na placa não interfere no procedimento.

Contudo, a AB Colinas faz uma observação: “Como as novas placas do Mercosul não terão mais a informação do município onde o veículo está registrado, é importante que o Demutran mantenha a lista de veículos sempre atualizada, pois, caso contrário, não será possível conceder a isenção ao veículo que não estiver na lista”.

O Demutran informou, por meio da assessoria de imprensa, que a lista de veículos emplacados em Indaiatuba é atualizada para a AB Colinas semanalmente. O departamento explicou, porém, que não há defasagem nas informações porque, assim que uma nova placa é emitida, é atualizado o arquivo específico de placas de Indaiatuba pela Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo), com quem o município mantém contrato para gerar a listagem.

PLACAS DO MERCOSUL

A nova placa será obrigatória apenas nos casos de primeiro emplacamento e, para quem tiver a placa antiga, no caso de mudança de município ou unidade federativa; roubo, furto, dano ou extravio da placa, e nos casos em que haja necessidade de instalação da segunda placa traseira.

 A adoção do sistema de placas do Mercosul foi anunciada em 2014 e, inicialmente, deveria ter entrado em vigor em janeiro de 2016. Em razão de disputas judiciais a implantação ficou para 2017 e depois, adiada mais uma vez para que os órgãos estaduais de trânsito pudessem se adaptar ao novo modelo e credenciar as fabricantes das placas.

As novas placas já são utilizadas na Argentina e no Uruguai. A previsão é que em breve comecem a valer também no Paraguai e na Venezuela.

A nova placa apresenta o padrão com quatro letras e três números, o inverso do modelo atualmente adotado no país com três letras e quatro números. Também muda a cor de fundo, que passará a ser totalmente branca. A mudança também vai ocorrer na cor da fonte para diferenciar o tipo de veículo: preta para veículos de passeio, vermelha para veículos comerciais, azul para carros oficiais, verde para veículos em teste, dourado para os automóveis diplomáticos e prateado para os veículos de colecionadores.

Todas as placas deverão ter ainda um código de barras dinâmico do tipo Quick Response Code (QR Code) contendo números de série e acesso às informações do banco de dados do fabricante e estampador da placa. O objetivo é controlar a produção, logística, estampagem e instalação das placas nos respectivos veículos, além da verificação de autenticidade.