Questão central, hoje, não é falta de leitos, mas a gravidade da doença, diz a secretária da Saúde

Novos leitos do Haoc com pacientes da covid-19 têm menos de 40% de ocupação no momento; ao todo, há 77 leitos de UTI no município

Por Patrícia Lisboa

A secretária da Saúde de Indaiatuba, Graziela Garcia, em transmissão ao vivo pelo Facebook, junto com o prefeito Nilson Gaspar (MDB), ontem (13/5), informou que, nos 24 novos leitos do Haoc (Hospital Augusto de Oliveira Camargo), que começaram a funcionar na semana passada, havia 12 pacientes internados, até ontem. A ocupação, portanto, era de 50%. Hoje (14/5), segundo o hospital, são nove internados nos leitos novos, uma ocupação de 37,5%.

A nova unidade hospitalar tem capacidade para 210 leitos, sendo que 110 estão prontos. Destes, 24 leitos clínicos foram colocados em funcionamento para atender pacientes com suspeita ou confirmação da covid-19.

Nos leitos antigos do Haoc, na ala específica para a covid-19, a taxa de ocupação era de 50% em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e de 58% em leitos da enfermaria, até ontem, segundo a secretária da Saúde.

“A questão, hoje, em Indaiatuba, não é a falta de leitos. A grande questão é a gravidade da doença e a dificuldade dos profissionais de saúde com relação ao cuidado porque é um paciente muito complexo e que requer todos os recursos da unidade hospitalar”, destaca a secretária da Saúde.

Na rede privada, que integra o sistema de saúde de Indaiatuba, o Hospital Santa Ignês, segundo a secretária, também até ontem, tinha ocupação com covid-19 de 16% em UTI e de 13% em enfermaria. “A Secretaria de Saúde acompanha as taxas de ocupação dos hospitais diariamente”, afirma Graziela.

A secretária informou que Indaiatuba tem 77 leitos de UTI no total. Destes, 54 são do Haoc e 23 do Hospital Santa Ignês. Segundo ela, o número de leitos por habitante está dentro da normativa técnica recomendada pelo Ministério da Saúde.

“A grande questão do município, neste momento, não é a falta de leitos e sim a gravidade dos casos internados”, reforça Graziela.

“Acho que isso é uma coisa que vale ressaltar porque as pessoas falam: ‘tem leitos de UTI, então, estou tranquilo’. Mas, não é bem assim, não, porque, mesmo estando internado, você pode perder sua vida porque nós não sabemos como essa doença vai reagir em cada pessoa”, observou o prefeito.

PREOCUPAÇÃO

O chefe do Executivo e a secretária da Saúde também falaram dos requisitos para que haja o controle da doença no município e demonstraram preocupação em relação à taxa de isolamento social, que caiu para 47%, na última terça-feira (12/5).

“Dos requisitos do Ministério da Saúde para que a gente tenha um bom controle da doença na nossa cidade: Indaiatuba tem os testes rápidos para o pessoal dos serviços essenciais; 50% de taxa de ocupação dos leitos, então, os leitos estão numa taxa de ocupação razoavelmente boa. A questão que mais preocupa e que precisa ser levada em consideração, neste momento, é a taxa de isolamento social”, disse a secretária.

“Neste momento mais crítico, em que a curva da contaminação sobe, a taxa de isolamento social tem caído. Então, a gente quer chamar a atenção porque nenhum recurso basta, quando a taxa de isolamento não é respeitada”, frisou Graziela.

“Quem não precisar sair, fique em casa. Eu sei que não é fácil ficar em casa, é difícil, mas, se preserva, aguenta um pouco mais, daqui a pouco passa”, apelou o prefeito.

Até ontem, o município registrava 12 óbitos e 97 casos confirmados de covid-19. Os números são atualizados diariamente. O boletim epidemiológico desta quinta-feira (14/5) ainda não foi divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde.