Drama ambiental é tema de obra vencedora do Salão de Artes Visuais

Artista novato, um soldador que trabalha em indústria, levou o prêmio na categoria Escultura

Por Mariana Corrér

 

O drama ambiental vivido pelo Brasil foi a inspiração que levou um soldador a vencer o 5º Salão de Artes de Indaiatuba. Gelson Minervino da Silva ficou em primeiro lugar da categoria Escultura com a obra Lágrimas do Brasil.

Os outros vencedores foram Flávio Antônio de Jesus Serafim, com o desenho Nosso Povo; e Alex Flávio Guimarães, com a fotografia Sinônimo de Contraste e com a pintura A Batalha dos Moinhos de Vento (gravura). Na categoria Instalação, não houve premiados e apenas uma obra foi selecionada para a exposição.

Todas as obras foram bastante elogiadas pelo corpo de jurados e pela secretária de Cultura, Tânia Castanho, que demonstrou seu orgulho pela realização do evento e pela ampla participação dos artistas locais. Ela ainda lembrou que, em momentos de crise, a Cultura é a primeira a perder investimentos, o que não acontece em Indaiatuba e que faz toda a diferença.

A cerimônia de abertura do Salão e de premiação ainda contou com a presença do prefeito Nilson Gaspar (MDB), do vice, Túlio Tomass do Couto (MDB), e do curador do evento Celso Luiz Falaschi.

Os artistas vencedores receberam certificados e premiação em dinheiro nos valores de R$ 3 mil para o primeiro colocado, R$ 2 mil para o segundo e R$ 1 mil para o terceiro lugar.

 

LÁGRIMAS DO BRASIL

O curador da mostra elogiou os artistas participantes pelo nível elevado das obras inscritas. Sobre a vencedora entre as Esculturas, ele garantiu que poderia estar em qualquer salão ou exposição do Brasil por sua qualidade e tema.

O responsável por ela estreou no mundo artístico nesta edição do salão. Gelson é soldador, trabalha em indústria e começou a obra como uma brincadeira, um teste. “Eu estava fazendo o cachorro e, quando soube do salão, resolvi fazer um algo a mais”, conta.

Ele decidiu dar mais contexto à obra inspirado pelas notícias de queimadas nas nossas florestas. “Tudo é relacionado ao dinheiro, os interesses em nossa fauna e flora, e então resolvi colocar o mapa do Brasil na obra”, explica.

Entre ele descobrir do salão e o prazo para fazer a inscrição, foram cerca de 15 dias. “Foi tudo muito rápido, tive que acelerar o trabalho, muitas noites e fins de semana dedicados à ela, mas consegui terminar e estou muito feliz com o resultado e com a premiação”.

Gelson gostou da ideia de criar e já promete mais obras para o futuro. “Vou continuar inventando”, avisa. “Quero manter o material, que é aço, podendo mudar o tipo de aço, mas mantendo também o fogo e a solda, e vou explorar novos temas”, completa o vencedor.